Um baldio pode ser uma terra abandonada.
Ou uma terra viva, que é cuidada por uma comunidade.
O que acontece quando deixamos de cuidar do que é de todos?
bal.di.o (adjetivo, nome masculino)
1. Terreno rural possuído e gerido por uma comunidade local segundo os seus próprios usos e costumes.
2. Terreno que não tem dono conhecido; que não é cultivado ou edificado.
BALDIO é um filme sobre pessoas e territórios. Na linguagem comum, um baldio é muitas vezes entendido como um terreno abandonado ou esquecido. Mas um baldio pode ser o seu contrário: uma terra comum, viva e produtiva, quando cultivada e gerida por uma comunidade. Que existe porque há quem o reconheça, defenda e mantenha.
Partindo desta ambiguidade, o documentário transforma o território comum numa reflexão maior: a democracia, como um baldio, também é um território que precisa de ser defendido. Mas como e por quem?
Uma aldeia, um bairro, uma cidade, podem ser baldios.
Uma democracia também.
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Joaquim, Carla, Aida e Francisco
O filme acompanha quatro cidadãos ligados a momentos decisivos da ação e resistência ambiental em Portugal nas últimas décadas: a oposição à construção de uma central nuclear em Ferrel em 1976; a contestação à prospeção de petróleo na costa algarvia em 2018; a atual resistência à exploração de lítio em Covas do Barroso; e a mobilização contemporânea pela ação climática.
Muitas das perguntas colocadas no passado continuam por resolver: quem decide sobre o futuro dos territórios? Como são ouvidas as populações? E que formas de participação cívica são hoje possíveis num tempo marcado pela desinformação, pela polarização e pela fragilidade das instituições?
Afastamo-nos dos discursos institucionais para nos aproximarmos da vida quotidiana de quem decidiu agir, das suas memórias, silêncios, dúvidas e do custo pessoal da participação pública. São personagens e histórias que nos fazem pensar sobre a forma como, por vezes, nos identificamos com um lugar ao ponto de ele se tornar parte de quem somos.
O DOCUMENTÁRIO é o início de uma conversa
A campanha de impacto do filme propõe a implementação de um Roadshow de Impacto a decorrer entre novembro de 2026 e julho de 2027. Estruturado a partir da circulação do filme, o projeto promove sessões, debates e ações de mediação, reforçando a relação entre cinema, públicos e territórios.
EVENTO DE LANÇAMENTO
31 DE OUTUBRO
FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
31 DE OUTUBRO FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
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